quarta-feira, agosto 01, 2007

Notas

















Renovo o meu desejo de ter uma banda sonora para todos os momentos da vida. Mesmo que estes sejam silenciosos. Pode o descernimento dizer adeus e a revolucao dos segundos entrar de rompante por mim. E um risco musical que se pode muito bem aceitar. Pode ser a projeccao de nos proprios nas palavras de outros. Que seja.

Como ontem

















Como voltar a ver a mesma visao, tres anos depois sem uma madeixa fora do sitio onde descansava antes. Desta vez com o sentimento de seguranca. A ausencia foi tal que os velhos sitios ja nao escondem os mesmo olhos. Sao outros, ja esquecidos, sem perguntas para fazer ou procura de encanto. Resta-lhe desejo escondido na palma da mao que segura a chavena, que se bebe a dentro, quando houve tempos que nem os segundos o poderiam domar. E engracado como uma noite pode mudar todos os olas que partilhas.

Še malo...





















You have to do it running but you do everything that they ask you to
cause you don’t mind seeing yourself in a pictureas long as you look faraway, as long as you look removed
showered and blue-blazered, fill yourself with quarters
showered and blue-blazered, fill yourself with quarters

You get mistaken for strangers by your own friends
when you pass them at night under the silvery, silvery citibank lights
arm in arm in arm and eyes and eyes glazing under
oh you wouldn’t want an angel watching oversurprise, surprise they wouldn’t wannna watch
another uninnocent, elegant fall into the unmagnificent lives of adults

Make up something to believe in your heart of hearts
so you have something to wear on your sleeve of sleeves
so you swear you just saw a feathery woman
carry a blindfolded man through the trees
showered and blue-blazered, fill yourself with quarters
showered and blue-blazered, fill yourself with quarters

You get mistaken for strangers by your own friends
when you pass them at night under the silvery, silvery citibank lights
arm in arm in arm and eyes and eyes glazing under
oh you wouldn’t want an angel watching oversurprise, surprise they wouldn’t wannna watch
another uninnocent, elegant fall into the unmagnificent lives of adults

terça-feira, julho 31, 2007

Abril e Gabriel




E quase um sorriso perdido. Talvez seja mais um momento vazio. Reencontro com um amigo, uma amiga. No mesmo banco de jardim onde a tinhamos feito esperar pela primeira vez.


Nao vejo mais alces. Nem a neve se quer mostrar. Vejo Gabriel sentado na sua sombra, sempre ele e o seu passeio. De meias. Vejo cortes de edificios de cinza azulada, janelas fabris em facadas de timbre so. Longe de tudo o que vive, caido nos bracos de uma divina solidao.


Descoberto ao vento, descoberto a vida. Em leve castanho que lhe percorre as costas, que lhe da assento, banco de jardim em posicao de vigia dos dias. Agora apenas Abril, apenas bom ou mau.


Afluindo por correntes, ja sem asas. Traco de aquilo que havia antes, mero reflexo de tudo aquilo que ja era. Nao podia ser tudo entao nada seria. Escondido em nevoeiro tardio, preso a gabriel, ele mesmo, lembrando quadros de quando ainda via. Portas fechadas pelo vermelho dos labios. Agora apenas sussurram.


Encontro Abril so em dias de sonho e deito-me com Gabriel todas as noites.