De olhos bem fechados
Tentei pintar sobre os meus pecados, modelar a personagem, cortar o espaço que fica entre a razão e o ilógico, sem sangrar demais. Quarto dos cantos de desejos obscuros que nego. Quadro vermelho e preto onde vivem as minhas escolhas que por terem sentido me assustam. Quebrei. Não os exponho, nunca o farei mas vivo-os. Assim, ao sorrir tranquilamente de prazer, saberei que eles são meus, mas só meus. Ouvi-te, cheirei. Que bem que cheiras.
Como negar desejos?
Como negar desejos?

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