Teu, sem ti
Se me tivessem dito que a vida era como o bolinha eu teria acreditado, somente porque queria crer.
Mas tiveram de me pintar um quadro de loucura, ora sonho, ora dor.
Parecia que as páginas cortavam finas a pele e que o vermelho dos balões e dos teus lábios era o sangue que fugia de mim.
Atrás das surpresas vinha um futuro que me afogava.
Preso nos teus olhos e com um sorriso entre mãos.
Resta-me descobrir como se chama o sangue que tenho marcado nas palmas.
Vou cortar-me e juntar a ti o meu travo.
Talvez o metal se misture, talvez mais.

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