sábado, dezembro 04, 2004

Está escuro nesta sala sem cantos e só ouço o som da música invadir-me pelos flancos, estou cercado, deixei-me conquistar.

A insensatez
Que você fez
coração mais sem cuidado

Fez chorar de dor
o seu amor
um amor tão delicado

Ah porque você
foi fraco assim
assim tão desalmado

Ah, meu coração
quem nunca amou
não merece ser amado

Vai meu coração
ouve a razão
usa só sinceridade

Quem semeia vento,
diz a razão,
colhe sempre tempestade

Vai meu coração
pede perdão
perdão apaixonado

Vai porque quem não
pede perdão
não é nunca perdoado

terça-feira, novembro 30, 2004


Agora sem roupa olhem seus impróprios e vejam que não são mais do que a sarjeta onde estou. Posted by Hello

Como beijar um homem


"I haven't kissed nobody in a long time. Would it be alright if I would kiss you Nulty?" Posted by Hello

domingo, novembro 28, 2004


Vejo espinhos por todo o lado. Posted by Hello

Pois estou doente.

Sentei-me onde havia espaço. Cheguei suficientemente cedo para não sair dali a correr que nem uma criança assustada, mas é assim que às vezes me sinto. Escolhi o canto vazio, entre o homem careca e a rapariga ruiva. Escondido o bastante, perfeito. Se não fossem eles nunca tinha aguentado tanto tempo ali. A intermitência dos ouvidos enquanto colhiam do ar as conversas, frenéticas. As conversas perdidas de estranhos feriam-me, estavam demasiado próximos e eram demais, mais de dois. Não resisti. Saí de lá a correr depois mas não antes de ele entrar. Como némesis, desejei sua morte. Trinquei os meus pensamentos com força como se tentasse levar-me à loucura. Por que razão não sou louco? Porquê? Cortava-te aqui o pescoço e acabava comigo. Virei costas. Deixei braços abertos para trás.

Porque não me posso render?
Estarei calado não te vou acordar.
Só não sei se o sol vai pousar aqui de manhã.
Fiquei sem luz.