sexta-feira, dezembro 10, 2004
segunda-feira, dezembro 06, 2004
A ti
Sempre gostei de solucionar questões. Nunca gostei de o fazer através das pessoas. Tremia perante essa necessidade. Ponderava alternativas. Criei um espaço quadrado, onde não havia nada a solucionar, onde se aprendia por impulso, por liberdade, fechado. É agora isto que me faz olhar para o rio, para as folhas que sobem do chão para a copa, o retorno à vida, a beleza da morte invertida. Ver que tenho mais espaços do que apenas um único conjunto de vértices. Fiz o que me fizeste fazer. Dei-te o que me deste. O impulso para procurar-te, impresso na vontade.
Continuo a não gostar de resolver-me através das pessoas, lá vou tentando. Mas sabes de que gosto?
Continuo a não gostar de resolver-me através das pessoas, lá vou tentando. Mas sabes de que gosto?


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