quarta-feira, junho 29, 2005

É preciso sonhar com o amanhã mas lembrar que o amanhã não escreve livros.

terça-feira, junho 28, 2005

2 : 00 am

Acho que não há nenhuma sensação igualável na sua força e estranheza ao nos rasgarmos a nós próprios. Tanto poder, tanta dubiosidade.

segunda-feira, junho 27, 2005

Dores


Encontrei um casa de paredes salgadas. Perdida longe dos montes, feita de anos. Longe do comboio, longe da estrada. Despida de cafés e olhares. Sem encontros, como estás, boa tarde, sem obrigações. Marcada pelo hábito do dia. O dia em que os olhos apenas iluminam o que vêem. Não encontro fantasmas nem mensagens perdidas, não se escondem paixões. Aqui o sol não brilha ao máximo, onde a água não é tão profunda, um mundo sem homens, vazio. Um vazio de calma. Troquei os pensamentos por umas mãos arranhadas, abandonei-nos por um corpo dorido. Agora sento-me por entre o fumo de um cigarro e conto o tempo para o fim. Não agora, será amanhã. Porque entre tu e eu resta ainda uma noite de sono tranquilo, a meias. Posted by Hello