terça-feira, julho 31, 2007

Abril e Gabriel




E quase um sorriso perdido. Talvez seja mais um momento vazio. Reencontro com um amigo, uma amiga. No mesmo banco de jardim onde a tinhamos feito esperar pela primeira vez.


Nao vejo mais alces. Nem a neve se quer mostrar. Vejo Gabriel sentado na sua sombra, sempre ele e o seu passeio. De meias. Vejo cortes de edificios de cinza azulada, janelas fabris em facadas de timbre so. Longe de tudo o que vive, caido nos bracos de uma divina solidao.


Descoberto ao vento, descoberto a vida. Em leve castanho que lhe percorre as costas, que lhe da assento, banco de jardim em posicao de vigia dos dias. Agora apenas Abril, apenas bom ou mau.


Afluindo por correntes, ja sem asas. Traco de aquilo que havia antes, mero reflexo de tudo aquilo que ja era. Nao podia ser tudo entao nada seria. Escondido em nevoeiro tardio, preso a gabriel, ele mesmo, lembrando quadros de quando ainda via. Portas fechadas pelo vermelho dos labios. Agora apenas sussurram.


Encontro Abril so em dias de sonho e deito-me com Gabriel todas as noites.

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