sexta-feira, outubro 29, 2004
terça-feira, outubro 26, 2004
Caído
Encontrei o meu primeiro desenho. Sei que o era porque assim estava assinalado. Um ano depois do começo de mais um.
A flor do mistério nasceu.
O cego sentiu o sorriso.
A flor do mistério é branca.
Branca é a palavra que guardou silêncio.
Maria Ângela Alvim
A flor do mistério nasceu.
O cego sentiu o sorriso.
A flor do mistério é branca.
Branca é a palavra que guardou silêncio.
Maria Ângela Alvim
domingo, outubro 24, 2004
Falling
Para onde me levas tu aí parada? Sei que tenho de ser eu a carregar-me. Que tão depressa é o fim do mundo como o fim da procura por mim, isto é, está sempre a começar, em todos os momentos. Agora comecei outra vez aquilo que tinha desistido à cinco minutos. Daqui a pouco vou voltar a acreditar naquilo que entretanto perdi. O importante é que continue a ter estômago para este sobe-e-desce. Não sei há quanto tempo penso nisto, talvez em todos os momentos antes de uma nova subida, antes de voltar a acreditar em tudo, sobretudo em mim. Tu sabes que eu sei, não preciso de perguntar. Posso ser isto tudo num minuto, não percebes?


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