Adeus

Não vejo foguetes. Consigo até arranjar vários motivos lógicos mas acho que há um que consome os restantes, não é suposto eles existirem. Fez-se uma manhã, construíu-se um dia, sem café, sem tabaco, sem emoções emolduradas, um bolo sem velas. Cómico foi como depois do meu exame oral fiquei sem voz. Como se me tivessem dito que agora sem os primeiros não vale apena ter a segunda. Como se alguma vez a minha vida pudesse girar de roda de algo que quando nasce já tem morte prevista.

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