sexta-feira, setembro 30, 2005

Adeus





Não vejo foguetes. Consigo até arranjar vários motivos lógicos mas acho que há um que consome os restantes, não é suposto eles existirem. Fez-se uma manhã, construíu-se um dia, sem café, sem tabaco, sem emoções emolduradas, um bolo sem velas. Cómico foi como depois do meu exame oral fiquei sem voz. Como se me tivessem dito que agora sem os primeiros não vale apena ter a segunda. Como se alguma vez a minha vida pudesse girar de roda de algo que quando nasce já tem morte prevista.

domingo, setembro 25, 2005

és tu e ela


Não me deixaste dormir. Claro que o ambiente de escuro mistério, onde me prendias com a tua respiração, assim o ditou. Acho que já te posso guardar junto da minha pianista, ambas em cru mas com uma sensibilidade diferente. Por quem como fantasia tomo, pergunto-me se te terei conhecido como mulher real. Talvez. Se isso for verdade também descobri que não és mais do que isso, uma suave fantasia.