quinta-feira, julho 28, 2005

Ermita


Os cursos que em silêncio se cravam no meu corpo não me fazem esquecer. Essas linhas enroladas em mim, presas como músculos entorpecidos, suficientemente acordadas para verem a sua morte, o bastante enclausuradas para nada mais fazerem senão vestir mentiras para enganar a fome. Não te consegues despir. Perdeste por desgaste e não por razão. Queria pensar que ainda te poderia ver nua, sem teres de apagar o que te determina. Nem que se acabe só, sem luz, escondido na neve e despojado de festividades empobrecidas. Posted by Picasa