sexta-feira, julho 23, 2004

Um homem, uma fala, um ponto e outro.


Estou a olhar em frente. Continuo a olhar em frente. Olha, ali é a frente! Encontrei-a ou o. Isto demorou quanto tempo? meia-hora. Meia-hora? Não, meia-hora. Ah! Dessas, mais pequenas. Mas, falta muito? Mais umas quantas. Dessas? Não, dessas, umas cinco. E falta muito para o comboio? Daqui, talvez um pouco. Não há aqui ninguém. Vivalma dizes. Pois, somos dois. Ficar aqui a noite, era uma história. Continuar a andar, não paro agora. Vamos ficar aqui. Sabes isso? Não vejo razão para não. Não? não. Também não, ter isto como sonho, sem sequer o sabermos. Vou para dentro. Vai. Ver o que tu vês aqui. Porquê? Lá dentro vejo e estou em casa como em lado nenhum. Posted by Hello

segunda-feira, julho 19, 2004

1900 e oitenta e qualquer coisa.


Como que se estivesse à espera deste momento, do reavivar das tardes e do cheiro das finas folhas velhas da passagem dos dedos e amarelas do tocar do tempo. Foi uma época. A vitória do fraco, a beleza do franzino, a sobrevivência da inteligência, o amor de tormento. Lembro-me de Gwen morrer, lembro-me  que não o queria, da importância de Mary Jane, de ter alguém que acredita em nós, do significado do Flash Thompson (será este o nome?), como se os tivesse vivido, um por um, todos ao mesmo tempo. Gostava de viver esses momentos como os vi, do topo dos prédios altos, observando, pronto a ajudar.  "Isnt' it about time somebody saved your life?" Pois não será que a vontade que tenho de salvar pessoas no fundo representa o desejo de finalmente ser salvo por uma? Posted by Hello