A morte de Imola

No principio achei que os dias estavam borrados sempre da mesma cor, com o mesmo som e imagem, o arrastar de uma lentidao rugosa que mais nao serve do que para desgastar. Agora os dias dizem que o arido sou eu, que tenho os olhos cegos e nao consigo provar da imaginacao. Sem mais restia de vontade, diz-se adeus. A morte imolada de cinzas que se despedem sem brasa. O adiado em silencio. Quando nao ha mais do que este entre duas partes e quando esse silencio nao significa nada,
nada mais resta senao queimar. Na destruicao se cria uma historia de pontos alinhavados. Uma tabua, nao rasa mas lisa, onde a dor apenas pode nascer nova mas nunca ser revivida.
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