Sinto a vida a adormecer entre os dedos. Deve ser deste frio.
terça-feira, outubro 19, 2004
segunda-feira, outubro 18, 2004
Um bom dia para dormir
Hoje que chove o teu sangue nas ruas não me quero molhar. Hoje que corre o teu nome pelas bocas não quero falar com ninguém. Hoje que a tua luz está apagada eu só quero um pedaço de escuro. Quando preciso de me prender sinto que os pés deslizam. Voltei no tempo, 5 anos. Descobri o velho liceu, lá no alto em toda a sua graça, enrolado em ruas que não existem e tardes de pessoas que já desapareceram. Que vontade de te ver outra vez sob a chuva, púrpura. O nevoeiro engoliu-nos. Permaneço por lá, apenas bocados, escondido vendo-te correr, alegre e viva de inverno. Vou deixar a canção tocar enquanto espero por ti à porta do liceu e recordo. Não tenho muito tempo, por favor chega antes dela acabar.
Hoje que me resta o teu silêncio eu preciso de música.
I slipped away last night
Took me away from sight and the place I know.
All crushed upon my skin
This mess I put you in and the punch i threw.
It was a strange reaction
for someone like you to remain on side
And in a chain reaction
I was down and calling for a place to hide.
I saw a broken arm
Machines will all break down in the way I know.
Mended and all made clean
I saw up on the screen all the stones I throw.
It was a strange reaction
for someone like you to remain so sure
And in a chain reaction
I dissolve and break and then away I crawl.
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