Pois estou doente.
Sentei-me onde havia espaço. Cheguei suficientemente cedo para não sair dali a correr que nem uma criança assustada, mas é assim que às vezes me sinto. Escolhi o canto vazio, entre o homem careca e a rapariga ruiva. Escondido o bastante, perfeito. Se não fossem eles nunca tinha aguentado tanto tempo ali. A intermitência dos ouvidos enquanto colhiam do ar as conversas, frenéticas. As conversas perdidas de estranhos feriam-me, estavam demasiado próximos e eram demais, mais de dois. Não resisti. Saí de lá a correr depois mas não antes de ele entrar. Como némesis, desejei sua morte. Trinquei os meus pensamentos com força como se tentasse levar-me à loucura. Por que razão não sou louco? Porquê? Cortava-te aqui o pescoço e acabava comigo. Virei costas. Deixei braços abertos para trás.
Porque não me posso render?
Estarei calado não te vou acordar.
Só não sei se o sol vai pousar aqui de manhã.
Fiquei sem luz.
Porque não me posso render?
Estarei calado não te vou acordar.
Só não sei se o sol vai pousar aqui de manhã.
Fiquei sem luz.
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