segunda-feira, novembro 28, 2005

Jejum

Enquanto escolho que teia de aranha observar hoje e viro as páginas do jornal de todos os dias, escondo-me da dispensa e tento matar este instinto de comer. Almoço por volta das nove da manhã, jantar quando chegar a sorte. Entretanto faço a cama e arrumo as meias que vão deixar de ser brancas. Coso o estômago para esquecer e penso no bicho de sete-cabeças. Sonho com lasagna, com o cheiro, sabor. Como devagar, assim quando chegar ao fim satisfeito talvez já sejam horas de me sentar à mesa, talvez já tenha exorcizado demónios, talvez já possa jantar. Se ainda tiver fome.

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