Sem nome

Vi-te sentado. Ouvi com a atenção num dia em que não havia tempo para atenções, em que estava cheio de páginas de futuro profissional que entulhavam o cérebro, prestes a desistir. Roubaste-me o tempo escasso. Ainda bem. Gostei do som das palavras que emprestavas a quem te entrevistava, das fotografias escondidas em histórias de papel. Não sei o teu nome, saberei pois acho que te tenho visto umas manhãs ao acordar em mim.
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