Um banco no fundo do mar

Vejo-te a ti escondido aí de baixo, chorando entre o som das tuas próprias palavras. Correndo num quarto vazio de sentidos, vazando de golpes teus e de outros. Porque no fundo o céu fica mais escuro, onde é mais difícil respirar e mais fácil adormecer. Quando nos esquecemos o caminho para sair da cama resta esperar que alguém nos toque à porta. Talvez queira crer que o ruído da minha chegada te possa dar forças para vires ter comigo, aqui deste lado, por cima do fundo.
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