Mastigo-te
Quero contar-te uma coisa. Sei a tua voz de outros tempos. Sei como te escondes, como brincas com as palavras, esgueiras-te pelos teus problemas. Gostava de dizer-te que já vi o nosso filme, que li em tempos os nossos telefonemas. Episódio por episódio, levantam-se a tuas saias, conheço-as pretas da cor da tua pele. Conhecia-te de antes. Podias ter sido tu mas foi outra, como tu. Estranho. Bastava cair naquele primeiro degrau, na tua conversa íntima sobre a criação do 3. Vejo as cenas de filmes antigos e penso já nos maus finais, o virar de costas nem sempre será um deles. Já te vi mas talvez tenha aprendido de novo a ver. Por enquanto permaneço cego para ti.
- Olá, sou eu. Estou só a telefonar para mastigar-te.
- Olá, sou eu. Estou só a telefonar para mastigar-te.
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